Dado é caro!
Um clássico é um investimento de risco. Para não perder dinheiro com a sua paixão, escolha um modelo que não valha nada.



Escrito por:
Motorbest

2020-05-31

Os meus clássicos valem muito pouco dinheiro. Contudo, sempre que alguém alheado destas lides comenta um dos meus carros, atira sempre à conversa a velha pergunta: “Isto já vale um dinheirito, não?”. Quando respondo com um conformado, humilde e realista “Não…!” recebo sempre um olhar de espanto ou, mais comum ainda, de desilusão.
Para quem está nisto dos clássicos de corpo e alma, mesmo que tenha na garagem um Bentley ou um Ferrari, o valor de mercado é, na melhor das hipóteses, um consolo. É um número que nos diz que o dinheiro que vai escapando por debaixo da porta da garagem não está necessariamente perdido para sempre. Mesmo que não haja intenção de algum dia vender o nosso clássico ou alguém disposto a pagar o que ele vale.
Se gosta realmente do seu clássico e este lhe proporciona bons momentos, tanto faz se ele vale 500€ ou 500.000€. O que importa é o valor que tem para si. Por isso, se está a pensar em iniciar-se neste mundo ou em acrescentar um “brinquedo” à sua frota, pondere comprar um daqueles carros que não interessam a ninguém. Um modelo sem qualquer valor comercial mas que mereça ser preservado, seja pela sua raridade, por qualidades intrínsecas ou então… porque está barato.
Se os custos de manutenção de um clássico são impossíveis de evitar, pois que se corte ao menos no valor de compra. Todos os clássicos merecem uma oportunidade, mesmo quando até dados são caros.

Talbot Samba LS (1981-1986)

Porquê este modelo?
O Talbot Samba não é muito mais do que uma versão refinada do subvalorizado Peugeot 104. O que a maior parte das pessoas não sabe é que o 104 era, já de si, um segredo bem guardado. Confortável, prático e surpreendentemente moderno para um utilitário nascido em 1972. Fruto da aquisição pela PSA e de uma tentativa de criar um modelo rentável que pudesse salvar a empresa, o Samba teve como ponto de partida a versão de três portas do 104. Ao contrário do que é comum nos utilitários, as versões de três e cinco portas do Peugeot usavam versões diferentes do mesmo chassis, sendo a primeira bastante mais curta. Esteticamente, o resultado era interessante e os retoques estilísticos levados a cabo pela equipa de designers ingleses sediada em Coventry permitiram modernizar com sucesso a aparência. O significado histórico do Samba também justifica a sua preservação. Este foi o último Talbot a ser desenvolvido e também o que se manteve à venda até mais tarde. Um fim algo amargo para um nome com uma história grandiosa.

O que procurar?
O Samba é mais fácil de encontrar em Portugal nas duas versões mais básicas: o LS de 954cc e o GL de 1124cc. Ambas unidades bem reputadas e celebrizadas em modelos como o Citroën Visa e Peugeot 205 entre outros. Qualquer delas cumpre com o que se espera dum utilitário. Contudo, se prefere algo mais exclusivo, é possível adquirir um Samba Cabriolet por cerca de 3500€. Um valor que, apesar de baixo, estaria fora de contexto neste artigo. Os Samba “fechados” são cada vez mais raros devido à pouca procura e, os que restam, estão por vezes negligenciados. A falta de manutenção é precisamente a maior ameaça a estes carros devido a algumas das suas fragilidades mais famosas. A carroçaria é muito propensa à corrosão e a ferrugem pode aparecer quase em todos os locais. Os problemas habituais nos motores PSA são as juntas da culassa e o desgaste na árvore de cames. Ambos problemas potencialmente dispendiosos, mas simples de resolver graças à quantidade de peças disponível no mercado.

Para que serve?
O pequeno Talbot é excelente numa utilização citadina. Se a suspensão e o interior estiverem em condições, este velho anglo-francês é quase tão agradável como um automóvel actual e a agilidade e leveza dos comandos incentivam a uma utilização quotidiana.

Dado também é caro
Um apartamento novo no bairro da Bela Vista.

Alternativa
O Fiat Panda original está para as gerações mais jovens como o 500 esteve para os pais e a procura ainda não chegou para gerar valor comercial.

Talbot Samba
Motor: 4 cil. em linha; posição transversal dianteira; árvore de cames à cabeçacabeça; 954 cc; Carburador Solex; 45 cv às 4800 rpm; Transmissão: dianteira; 4 Vel. Man; Travões: à frente, de disco; atrás, de tambor. Com servofreio;Chassis: monobloco em aço de 3 portas e 4 lugares;Comprimento: 3506 mm; Distância entre eixos: 2340mm; Peso: 740 kg;Velocidade Máxima: 143 km/h

Utilização: 4
Manutenção: 4
Fiabilidade: 4
Valorização: 1

Lancia Delta 1.3 LX (1979-1994)

Porquê este modelo?
Quando se trata de justificar a compra de um carro a um preço muito baixo, todos os argumentos são válidos. Neste caso, pode sempre alegar o facto de este pertencer a uma das marcas mais influentes da história automóvel e ter um parentesco relativamente próximo com o herói dos ralis, o Integrale. Aqui entre nós, admitamos que o Delta sempre foi um carro fraquinho e nem mesmo as versões mais potentes são aconselháveis para quem aprecie fiabilidade ou qualidade de construção. Apesar disso, este Lancia foi um imenso sucesso por oferecer algum requinte, pinceladas de carácter desportivo e uma carroçaria prática e distinta desenhada por Giugiaro. Créditos que lhe valeram o galardão de Carro Europeu do Ano em 1980. Apesar disso, debaixo da bonita pelagem, vive um chassis muito semelhante ao do Fiat Ritmo que, por sua vez, é muito semelhante ao do Fiat 128. A sofisticação era, evidentemente, muito superficial. O comportamento era honesto, mas aquém dos padrões habituais de uma marca tão especial. O mercado acabou por lhe fazer justiça e hoje um Delta vale pouco mais do que uma sandes de queijo.

O que procurar
Qualquer das versões de base irá “saber a pouco” em termos de potência e consumir mais do que seria de prever. Assim sendo, a escolha entre um 1.3 e um 1.5 é mais uma questão de oportunidade. O motor de oito válvulas, com cabeça de alumínio, é alimentado por um carburador Weber, evitando complicações desnecessárias. Se mecanicamente tudo é simples, já a electrónica do Delta revela alguma personalidade, com o seu completo painel a pregar frequentes partidas e com todos os mecanismos de conforto (ventilação, vidros e tecto eléctricos) a registar avarias com alguma frequência. Questão que tende a ser minimizada com uma utilização assídua. Os plásticos e a construção do interior não são de grande qualidade, tornando os ruídos comuns. Os tecidos dos bancos são frágeis e difíceis de substituir, pelo que é aconselhável procurar um exemplar com um interior em bom estado. A carroçaria dos exemplares mais recentes é electro-zincada evitando as ferrugens habituais nos clássicos italianos.

Para que serve
Regra geral serve para doar órgãos a um Integrale ou HF Turbo. No entanto, este Lancia é espaçoso e confortável, podendo transportar uma família em comodidade. Não sendo entusiasmante, é um automóvel bonito e minimamente agradável de guiar.

Dado também é caro
Títulos de dívida pública grega

Alternativa
É possível que até lhe ofereçam um Alfa 33 1.3 “só para desocupar”. Se o Lancia tem um aspecto distinto, o Alfa 33 nem isso. Em compensação, o motor Boxer tem muita “alma”.

Lancia Delta 1.3 LX
Motor: 4 cil. em linha; posição transversal dianteira; árvore de cames à cabeça; 1301 cc; Carburador Solex; 74cv às 5800 rpm; Transmissão: dianteira; 4 Vel. Man; Travões: à frente, de disco; atrás, de tambor. Com servofreio;Chassis: monobloco em aço de 5 portas e 5 lugares;Comprimento: 3895mm; Distância entre eixos: 2474mm; Peso: 955 kg;Velocidade Máxima: 160 km/h

Utilização 4
Manutenção 3
Fiabilidade 3
Valorização 1

 

Citroën Visa 10E (1984-1988)

Porquê este modelo?
Se aprecia as qualidades que fizeram dos mais famosos Citroën um sucesso, o Visa é a pechincha certa para si. Em comum com modelos como o 2CV, o Dyane ou o Ami, o Visa tem um interior esquisito, um rolamento de carroçaria alarmante, um comportamento “pinchão” e uma estética que é tudo menos consensual. Nem vale a pena estar com rodeios: é feio e pronto. Mas basta pensar no seu antecessor, o Ami, e logo o Visa parece a Nicole Kidman dos automóveis. Por outro lado, o Visa reúne alguns dos aspectos mais positivos da marca francesa como o conforto, a fiabilidade e a economia. A plataforma é a mesma do Peugeot 104, neste caso, na versão de cinco portas. A estética é sempre um aspecto secundário num automóvel, excepto quando se trata de um clássico para estimar e, talvez por isso, os Visa passaram de populares a mal-amados. Valem aproximadamente mais 2€ que uma lata de 12 salsichas Frankfurt, mas são historicamente mais interessantes do que muitos produtos alemães. Quanto mais não seja pela linhagem.

O que procurar
À excepção das versões desportivas, qualquer dos Visa pode ser adquirido por um preço baixíssimo. Ainda assim, há muito por onde escolher, desde o Visa Club com o boxer bi-cilíndrico reminiscente dos seus antepassados, até ao 14 TRS. Para mercados como o português, em que o sistema fiscal beneficiava os motores abaixo de 1000 cc, a Citroën apostou no lançamento do 10E, uma versão semelhante ao 11E, com motor de 954cc (o mesmo do Samba). Como seria de esperar, esta depressa se tornaria a primeira escolha do mercado nacional. Hoje é ainda o modelo mais fácil de encontrar nos classificados. A chapa dos Visa é frágil, tornando-se difícil encontrar um exemplar sem ferrugem. A boa notícia é que os componentes de carroçaria ainda não são raros e são relativamente acessíveis. O 10E é um dos poucos modelos em que o forro dos assentos resiste bem à abrasão e à exposição solar. A parte eléctrica do Visa é muito simples e fiável.

Para que serve
O Visa pode não ter a mesma legião de seguidores de um 2CV ou um Dyane, mas é igualmente merecedor de respeito. É um modelo prático e confortável que ainda pode ser usado diariamente e é suficientemente estranho para merecer atenção num encontro de clássicos.

Dado também é caro
Acções do Novo Banco

Alternativa
Se tem pena de ver carros feios a desaparecer na prensa, salve um Fiat Ritmo dos primeiros. Já são raros e trocam de mãos a menos de 1000€.

Citroën Visa 10E
Motor: 4 cil. em linha; posição longitudinal dianteira; árvore de cames à cabeça;954 cc; Carburador; 45cv às 6000 rpm; Transmissão: dianteira; 4 Vel.; Travões: à frente, de disco; atrás, de disco. Com servofreio;Chassis: monobloco em aço de 5 portas e 5 lugares;Comprimento: 3691mm; Distância entre eixos: 2431mm; Peso: 800 kg;Velocidade Máxima: — km/h

Utilização 4
Manutenção: 4
Fiabilidade 4
Valorização 1

Renault Espace (1988-1991)

Porquê este modelo?
Adquirir um carro verdadeiramente pioneiro e marcante, por menos do que lhe custou a televisão da sala, é algo que não acontece todos os dias. O Renault Espace foi o primeiro monovolume a trazer verdadeiros benefícios nas suas formas compactas. O VW “Pão-de-forma” e o “Fiat 600 Multipla” chegaram primeiro, mas o seu único benefício inovador era a morte imediata e sem sofrimento em caso de embate frontal. Já o Renault oferecia um interior modular, uma habitabilidade impar, uma aerodinâmica eficiente e uma agilidade inesperada para um veículo da sua dimensão. O Espace foi uma ideia surgida no seio da Matra quando esta ainda pertencia ao Grupo Rootes. Essa origem explica a utilização de componentes Simca e a opção pela carroçaria em fibra sobre chassis galvanizado, solução que a Matra-Simca já usava nos seus modelos desportivos. Quando em 1978 o grupo PSA adquiriu a Simca e a Chrysler, analisou o projecto do Espace e considerou-o uma ideia “inviável e sem futuro”. Assim, devolveu-o à Matra que, sendo então uma empresa “solteira e disponível”, se amigou prontamente com a Renault. O resto, é história…

O que procurar
A Renault achou a ideia de tal forma interessante que quis apressar-se na sua produção e venda. Assim, o modelo lançado em 1984 montava maioritariamente componentes Simca. Em 1988 surgiu o modelo Phase II que embora fosse no essencial o mesmo carro, montava principalmente componentes da Renault, o que não só viria melhorar a qualidade geral, como beneficiaria o aspecto interior. A frente foi também ligeiramente redesenhada para adquirir o “ar de família”. Esta é a melhor versão do modelo original do Espace. Em qualquer das versões, a parte eléctrica é a mais propensa a problemas crónicos. A embraiagem e a junta da culassa são também dois pontos fracos. O chassis termo-galvanizado e os painéis em fibra, evitam corrosões. A pintura sofre normalmente de desgaste rápido. No geral é um modelo bastante fiável e só os componentes específicos (que não são peças de desgaste) podem ser mais caros.

Para que serve?
Tendo sido o primeiro de inúmeros monovolumes, o Espace mantém-se actual no conceito. É muito prático, sendo o clássico perfeito para famílias numerosas. Agora que já conta mais de 30 anos, o Espace pode vir a ser uma estrela nos encontros de clássicos.

Dado também é caro
Tem o mesmo formato do Espace mas exige estradas especiais e muito caras e indemnizações: o TGV de Sócrates.

Alternativa
Não se pode dizer que existam verdadeiras alternativas para o Espace neste patamar de preços. Com sete lugares, só mesmo uma Peugeot 504.

Renault Espace 2.0
Motor: 4 cil. em linha; posição transversal dianteira; árvore de cames à cabeça; 1995 cc; Injecção Renix; 120cv às 5500 rpm; Transmissão: dianteira; 5 Vel.; Travões: à frente, de disco; atrás, de disco. Com servofreio e ABS;Chassis: monobloco em aço de 5 portas e 7 lugares;Comprimento: 4366mm; Distância entre eixos: 2580mm; Peso: 1214 kg;Velocidade Máxima: 179 km/h

Utilização 4
Manutenção 3
Fiabilidade 4
Valorização 3

 

Mercedes 190E (1982-1993)

Porquê este modelo?
É difícil discordar de que a Mercedes ainda é um dos melhores construtores de automóveis do mundo. Praticamente não há Mercedes maus e o 190 é um daqueles mesmo bons. Ainda assim, pode comprar-se com um subsídio de férias ou menos. Graças à popularidade do modelo, à existência de uma versão 1.7 exclusiva para a fiscalidade nacional e a um sem-número de importações paralelas, há mais Mercedes 190 à venda do que maçãs. A omnipresença do 190 é uma confirmação das suas profundas qualidades. Com uma construção impecável, materiais incrivelmente robustos e motores simples e indestrutíveis, ainda é fácil adquirir bons exemplares mesmo que contem já muitos quilómetros. Destinado a representar a marca num segmento inferior em que antes não actuava, o 190 mantinha os padrões de qualidade e conforto da restante gama. Apesar de ter sido lançado há 29 anos, o W201 é ainda hoje um automóvel acolhedor, agradável e muito utilizável, o que o faz parecer demasiado jovem para ser visto como um clássico. Talvez por isso, a procura ainda não tenha começado a afectar os preços.

O que procurar
As versões diesel ainda são procuradas para utilização diária o que atira os preços para um nível algo exagerado. A versão exclusiva para Portugal de 1700cc tem muita falta de potência. O melhor é mesmo optar pelo original e fiável 2.0 de 122 cv. Além de mover o 190 com suficiente celeridade, este motor é incrivelmente fiável, sendo normal atingir o meio milhão de quilómetros sem falhas de maior. Os exemplares nacionais têm normalmente menor quilometragem, pelo que devem ser privilegiados. Toda a mecânica dos 190 é muito resistente e as peças são acessíveis. A elegante carroçaria, infelizmente, tem alguns pontos sensíveis onde a ferrugem pode surgir, como por exemplo, o chão da mala ou os pontos de fixação do macaco. O interior é muito resistente e bem construído e apenas os tecidos dos bancos costumam ceder. Tecidos iguais aos originais são ainda fáceis e económicos de adquirir.

Para que serve
Serve para dizer que tem um Mercedes, para ter um clássico sem chatices, para ser confundido com o primo taxista mas, sobretudo, para saber o que é um bom automóvel.

Dado também é caro
Umas férias na Líbia

Alternativa
Por pouco mais conseguirá comprar um BMW 520 E34. Não é tão perfeito, mas tem seis cilindros e uma bela voz.

Mercedes-Benz 190E 2.0
Motor: 4 cil. em linha; posição longitudinal dianteira; árvore de cames à cabeçacabeça; 1995 cc; Injecção Bosch; 122cv às 5100 rpm; Transmissão: traseira; 4 Vel.; Travões: à frente, de disco; atrás, de tambor. Com servofreio;Chassis: monobloco em aço de 4 portas e 5 lugares;Comprimento: 4420mm; Distância entre eixos: 2660mm; Peso: 1100 kg;Velocidade Máxima: 195 km/h

Utilização 4
Manutenção: 5
Fiabilidade 5
Valorização 2

Outros artigos

Best Outono 2023

by | Out 22, 2023 | Tours | 0 Comments

O gosto de dar à chave de manhã, ver o vapor sair pelos escapes e sair pelas estradas, rodeadas de árvores pintadas de tons quentes, ao encontro de amigos.

IUC: estarão os veículos históricos a salvo?

by | Out 16, 2023 | Opinião | 23 comentários

Os veículos com mais de 30 anos e certificação FIVA estão isentos de IUC mas, com a nova legislação anunciada, não será que tudo pode mudar?

Video: tudo sobre certificações

by | Set 23, 2023 | Vídeos | 2 comentários

Em 2022, reunimos no Fórum autoClássico/Motorbest os técnicos das três entidades certificadoras para falar sobre tudo o que importa saber acerca da certificação de Veiculo de Interesse Histórico.

O Ferrari de 1,8 milhões e a vassoura com 50 anos

by | Set 21, 2023 | Mercado | 0 Comments

Mais de mês depois da Monterey Car Week, ainda gera polémica a venda mais peculiar de todo o evento, que levanta questões sobre o que vale mais: um automóvel, ou a sua história?

A arte de negociar clássicos – tertúlia

by | Set 18, 2023 | Vídeos | 0 Comments

Em 2022 abrimos o Fórmum autoClássico/Motorbest com Joaquim Bessa e António Carvalheira, numa conversa sobre o negócio da venda de veículos clássicos. Vamos recordar.

Estoril e o ruído. Era de esperar…

by | Set 15, 2023 | Opinião | 11 comentários

Uma providência cautelar pode obrigar o Circuito do Estoril a parar com todos os dias de teste, track-days e provas não-oficiais, caso não cumpra a lei do ruído. Mas porquê agora e como é que esta ameaça nunca surgiu antes?

2º Passeio de Clássicos Soc. Com. C. Santos (Esgotado)

by | Ago 3, 2023 | Tours | 0 Comments

Um evento para celebrar o prazer de condução e a paixão pela Mercedes-Benz.

(Vídeo) Eu, o RallySpirit e um sonho.

by | Mai 22, 2023 | Vídeos | 0 Comments

Vem aí mais uma edição do RallySpirit. Um evento que tenho vivido por dentro e que me faz sonhar. Como pode a experiência melhorar?

Best Caramulo

by | Mai 2, 2023 | Tours | 0 Comments

Um evento para celebrar a paixão pelo automóvel e pela condução. Uma viagem à nossa paixão, pelo caminho mais longo.

Estrelas da TV nacional #3

by | Abr 8, 2023 | Corrosão | 0 Comments

Recentemente recordámos as estrelas das grandes séries de TV internacionais. Agora é a vez dos que brilharam nas produções nacionais. Com menos luxo e cachet a condizer.

Não chorem pelo Autosport.

by | Abr 7, 2023 | Opinião | 0 Comments

O Autosport lançou há dias a sua última edição impressa. Muitos, mesmo os que não compravam, criticaram. Outros disseram que o tempo do papel acabou. Estavam todos errados.

Estrelas da TV nacional #2

by | Mar 30, 2023 | Corrosão | 0 Comments

Recentemente recordámos as estrelas das grandes séries de TV internacionais. Agora é a vez dos que brilharam nas produções nacionais. Com menos luxo e cachet a condizer.

Sabe o que é o sistema Panhard?

by | Mar 29, 2023 | História | 0 Comments

Do "Système Panhard", à "barra Panhard", passando pela criação da primeira caixa de velocidades, este construtor francês desconhecido de muitos, estabeleceu os parâmetros essenciais do automóvel tal como o conhecemos.

Best Primavera

by | Mar 22, 2023 | Tours | 4 comentários

Curvas e mais curvas, paisagens deslumbrantes e sabores regionais. E, claro está, as conversas de automóveis. Venha celebrar a Primavera entre entusiastas.

Estrelas da TV nacional #1

by | Fev 5, 2023 | Corrosão | 0 Comments

Recentemente recordámos as estrelas das grandes séries de TV internacionais. Agora é a vez dos que brilharam nas produções nacionais. Com menos luxo e cachet a condizer.

Lancia Fulvia volta a vencer no Monte Carlo.

by | Fev 4, 2023 | Competição | 0 Comments

51 anos depois do triunfo de Munari, um Fulvia volta a vencer nas estradas geladas do Monte Carlo. Desta vez na competição de históricos.

Best Douro 2023

by | Fev 1, 2023 | Tours | 0 Comments

A riqueza do Douro é haver sempre algo novo para descobrir e estradas para explorar. A isso, acrescentamos surpresas.

Como visto na TV! #5

by | Jan 31, 2023 | Corrosão | 0 Comments

No tempo em que não havia Top Gear, nem YouTube, qualquer automóvel que aparecesse na TV por mais do que uns segundos, era motivo de conversa. Recordamos vários modelos, com diferentes “cachês”.

Sistemas de suspensão

by | Jan 27, 2023 | Garagem | 0 Comments

Nasceu a pensar no conforto, mas tornou-se uma questão de segurança, eficácia e performance. Eis o essencial da tecnologia de suspensão.

Como visto na TV! #4

by | Jan 24, 2023 | Corrosão | 0 Comments

No tempo em que não havia Top Gear , nem YouTube, qualquer automóvel que aparecesse na TV por mais do que uns segundos, era motivo de conversa. Recordamos vários modelos, com diferentes “cachês”.

A função do “chauffeur”? Dar calor!

by | Jan 23, 2023 | História | 0 Comments

Todos conhecemos a palavra como um sinónimo de "motorista". Mas porquê o uso da palavra "chauffeur" e qual a etimologia? A resposta está na técnica.

Como visto na TV! #3

by | Jan 23, 2023 | Corrosão | 0 Comments

No tempo em que não havia Top Gear , nem YouTube, qualquer automóvel que aparecesse na TV por mais do que uns segundos, era motivo de conversa. Recordamos vários modelos, com diferentes “cachês”.

Vídeo: Alfa Romeo 1900 CSS Touring

by | Jan 21, 2023 | História,Vídeos | 2 comentários

Estreia do primeiro vídeo Motorbest, com um automóvel muito especial. O Alfa Romeo 1900 CSS Touring.

Como visto na TV! #2

by | Jan 17, 2023 | Corrosão | 0 Comments

No tempo em que não havia Top Gear , nem YouTube, qualquer automóvel que aparecesse na TV por mais do que uns segundos, era motivo de conversa. Recordamos vários modelos, com diferentes “cachês”.

Cinquecento Sport, o micro-GTI

by | Jan 17, 2023 | História | 0 Comments

Embora não tivesse sido planeada desde o início, a versão Sport do Cinquecento apenas continua uma tradição que sempre fez parte dos citadinos Fiat.

Brevemente, em vídeo: Alfa Romeo 1900 CSS Touring

by | Jan 14, 2023 | História,Vídeos | 0 Comments

Para o primeiro vídeo Motorbest, escolhemos um automóvel muito especial. O Alfa Romeo 1900 CSS Touring.

Quem compra os MX-5 NA?

by | Nov 28, 2022 | Mercado | 0 Comments

Diz-se que o MX-5 é um desportivo que serve para tudo, mas será que serve para todos? Que perfil têm os compradores?

Champanhe no pódio: do acidente à tradição.

by | Nov 25, 2022 | História | 0 Comments

Foi em 1967 que Dan Gurney inaugurou a a tradição do spray de champanhe no pódio. Na altura, "não caiu bem"...

Giulia, a sexygenária!

by | Nov 22, 2022 | História | 0 Comments

Os Sprint e Spider são os mais populares e desejados da série 105/115 da Alfa Romeo, mas o Giulia familiar é um ícone por direito próprio.

Como visto na TV! #1

by | Nov 22, 2022 | Corrosão | 0 Comments

No tempo em que não havia Top Gear , nem YouTube, qualquer automóvel que aparecesse na TV por mais do que uns segundos, era motivo de conversa. Recordamos vários modelos, com diferentes “cachês”.

BX aos 40: o último Citroën “maluco”?

by | Nov 19, 2022 | História | 0 Comments

De Gandini a Cavaco, do "imparável" BX 11 ao inacreditável 4TC, foram vários os motivos pelos quais o BX marcou uma geração. Nos seus 40 anos, celebramos o último grande rasgo de irreverência de Sochaux.

Best Outono

by | Out 10, 2022 | Tours | 0 Comments

O gosto de dar à chave de manhã, ver o vapor sair pelos escapes e sair pelas estradas, rodeadas de árvores pintadas de tons quentes, ao encontro de amigos.

1º Passeio de Clássicos Soc. Com. C. Santos

by | Ago 10, 2022 | Tours | 0 Comments

Um evento para celebrar o prazer de condução e a paixão pela Mercedes-Benz.

Best Xisto

by | Ago 1, 2022 | Tours | 0 Comments

As paisagens dramáticas do centro e as estradas de sonho que viram passar as lendas dos ralis, reservam-lhe uma experiência inesquecível.

O génio de Robert Opron

by | Jan 2, 2022 | História | 0 Comments

No design, não há genialidade sem ousadia. Ao criar algo novo, desafia-se as expectativas e Opron apreciava esse desafio.

50 anos do Fiat 127

by | Jan 1, 2022 | História | 0 Comments

Poderá não ter sido o pioneiro no género, mas foi fundamental na consolidação do formato do automóvel utilitário.

Best Minho Verde

by | Dez 16, 2021 | Tours | 0 Comments

Parta connosco à descoberta dos encantos e dos segredos mais preciosos do Minho e da região dos vinhos verdes.

Familiares dos anos 80 – Parte I

by | Mai 31, 2020 | Corrosão | 0 Comments

Numa década de contenção e racionalidade, o mercado nacional encheu-se de propostas familiares de todas as marcas e origens.

Dado é caro!

by | Mai 31, 2020 | Corrosão | 0 Comments

Um clássico é um investimento de risco. Para não perder dinheiro com a sua paixão, escolha um modelo que não valha nada.

Realmente desportivos. Realmente baratos.

by | Mai 31, 2020 | Corrosão | 0 Comments

Quem nunca sonhou ter um desportivo exuberante? Conheça cinco opções abaixo dos €20000 e pare de adiar o sonho.

A melhor relação Euros por Cavalo

by | Mai 31, 2020 | Corrosão | 0 Comments

É o derradeiro factor de sedução de um automóvel. O número das emoções. A estrela das fichas técnicas. A potência é a obsessão de qualquer apaixonado dos automóveis e alguns clássicos oferecem cavalos a preço de feira.

Um clássico como primeiro carro

by | Mai 14, 2020 | Corrosão | 0 Comments

Quem pode negar a importância do primeiro carro nas nossas vidas? Por outro lado, quanto não custa escolher e pagar um para dar a um filho? No mundo dos clássicos há soluções perfeitas para pais e filhos. É novo para ele, clássico para si.

Clássicos de que o FMI gosta

by | Mai 12, 2020 | Corrosão | 0 Comments

Preparados para épocas de crise, recordamos cinco modelos que fizeram bem à economia nacional.

Quando o barato sai caro

by | Mai 12, 2020 | Corrosão | 0 Comments

Há um irónica tendência para modelos baratos virem a tornar-se em clássicos caros. Eis cinco exemplos de inflação retroactiva.

Cinco carros para provocar o divórcio

by | Mai 3, 2020 | Corrosão | 0 Comments

Há automóveis capazes de seduzir e outros capazes do contrário, mas pelos quais vale a pena ficar solteiro.

Personalidade: Paul Frère

by | Abr 11, 2020 | História | 0 Comments

Há pessoas que passam a vida em busca de um talento. Paul Frère tinha dois: foi excelente jornalista e excelente piloto.

Personalidade: Gabriel Voisin

by | Abr 11, 2020 | História | 0 Comments

Peter Mullim chamou-lhe “Leonardo da Vinci do séc. XX”. Talvez não seja um exagero.

Festival Renault Classic

by | Abr 11, 2020 | Reportagem | 0 Comments

A Renault fez 115 anos e convidou os jornalistas para celebrar em Monthléry. Thierry Lesparre esteve lá.

75th Goodwood Members Meeting

by | Abr 1, 2017 | Reportagem | 0 Comments

Goodwood Members Meeting leva-nos numa viagem por várias gerações gloriosas do desporto motorizado.

Raymond Boutinaud

by | Jul 1, 2016 | Entrevistas | 0 Comments

A história de uma paixão pela Porsche, que levou à famosa aventura em Le Mans, de 928 S.

Injustiçados
: Alfa Romeo Alfasud Berlina

by | Mai 1, 2016 | História | 0 Comments

Por vezes, defeitos mediáticos condenam modelos virtuosos. Vamos fazer justiça ao Alfa Romeo Alfasud.

Conde de Monte Real

by | Mai 1, 2016 | História | 0 Comments

O retrato de um grande nome do nosso automobilismo, aquando do centenário do seu nascimento.

Injustiçados: Simca 1100

by | Abr 1, 2016 | História | 0 Comments

Num percurso condicionado pela gestão, a Simca fez modelos de excepção, como o Simca 1100.

Hans Ledwinka, o inconformado

by | Abr 1, 2016 | História | 0 Comments

Um dos engenheiros mais influentes do mundo que, por isso mesmo, acabou preso e esquecido.

Injustiçados: Citroën GS

by | Abr 1, 2016 | História | 0 Comments

Por vezes, defeitos mediáticos condenam modelos virtuosos. Vamos fazer justiça ao Citroën GS.

De Grupo B em Monthléry

by | Mar 1, 2016 | Reportagem | 0 Comments

As emoções das Grandes Heures Automobiles, vividas por Thierry Lesparre.

Vincenzo Lancia, o virtuoso

by | Fev 1, 2016 | História | 0 Comments

Mais do que um empresário do mundo automóvel, Vincenzo foi um génio apaixonado pela inovação e pela técnica.

Bruno Saby

by | Fev 1, 2016 | Entrevistas | 0 Comments

Bruno Saby foi um dos poucos pilotos a saborear o prazer das vitórias na era do Grupo B e participou no desenvolvimento do Peugeot 205 T16. O piloto francês recorda aqueles tempos numa entrevista a Thierry Lesparre.

Lancia: Um épico sem final feliz

by | Mar 1, 2014 | Opinião | 0 Comments

Numa perspectiva de entusiasta, Duarte Pinto Coelho fala das razões para admirar a Lancia e para chorar o seu fim inglório.

0 Comentários

Enviar Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pin It on Pinterest

Share This